VW Jetta 2.5

Robert Lutz é vice-presidente mundial da General Motors, mas seu cartão de visitas não diz. Traz as palavras “Bob Lutz - Fighter Pilot”e uma foto dele junto a um avião de combate. Gente como ele compra o Jetta.

Em geral, o público que se dispõe a pagar mais caro busca conforto, deixar que o carro faça sozinho. Mas, em vez de sensores de chuva e luminosidade e espe­lho antiofuscamento, a Volks aplicou o dinehiro em mais maneiras de o dono exercer seu poder de deci­são. É possível ajustar a iluminação dos pés, o tipo de pneu de inverno (que nem temos) ou optar pelo modo
cincronizado de ajuste dos retrovisores externos (você acerta o esquerdo e o direito sai do lugar). São mais de 100 botões, que parecem mais futuristas com a luz roxa e vermelha.

O acabamento segue o refinado padrão alemão, mas itens que o Fusion tem de série, como o banco de couro com ajuste elétrico, sensor de estacionamento e rodas aro 17, são vendidos em pacotes. Com eles, o Jetta vai a 95135 reais. Mais teto solar e faróis de xenônio, alcança 104.070 reais.

O Jetta apela aos instintos. A estrela é o câmbio Tiptronic de seis marchas (contra as cinco dos rivais) e mesmo seu modo normal é calibrado com más intenções. O carro canta pneu em segunda marcha, antes de a luz do controle de tração piscar. A potência de 170 cv é só suficiente, mas esporti­vidade não se mede apenas por números de desem­penho. O motor de cinco cilindros envolve a cabi­ne com timbre quase italiano, e a suspensão justa transmite ondulações que você nem enxerga. Não há dúvida: o dono vai se sentar no banco da frente, do lado esquerdo. Fará isso principalmente por gosto, mas também por necessidade.

Olhando na garagem você nem repara, mas a distância entre os eixos é menor que a do Logan. O problema é que, no banco de trás, você vê isso. O Jetta é um carro justo. No bom e no mau sentido.